A Entidade de Base representante da Medicina solta o verbo e conta como foi a Assembleia Geral do curso, que aconteceu na última sexta-feira
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Em julho de 2007 o Conselho Nacional de Educação (órgão do MEC) definiu carga horária mínima de 7.200h para as escolas de Medicina. E em 2008, a nova Lei dos Estágios proibiu a existência de estágios com mais de 40 horas semanais. Tais medidas causaram um déficit de 180 horas em nosso curso de graduação, visto que o estágio era cursado em 44 horas por semana. Para que a instituição se adaptasse a tais diretrizes, foi proposto o internato de 2 anos, pois assim conseguiria-se um aumento de 410 horas para o curso, mudança já em curso na maioria das Faculdades de Medicina.
Na Assembleia foram discutidas questões que permeiam o assunto e levantados possíveis problemas do processo, em busca de soluções concretas por uma formação médica de qualidade. Após uma introdução explicativa, feita pelos professores José Carlos Teixeira (idealizador da adequação curricular) e Marcos Alfredo Pimentel (coordenador do estágio), o diretório acadêmico propôs a discussão de grandes temas. Como resolver o problema das aulas teóricas com 160 alunos e práticas de 40? Quais as medidas concretas para evitar o internato superlotado (duas turmas disputando o mesmo cenário)? E quanto aos alunos reprovados que correm o risco de perder a turma, em vista da grade pouco flexível (poucos horários livres para cursar as matérias pendentes)?
Por fim, os alunos propuseram que fosse feita uma reforma real (e não somente uma adequação da grade), com redução do ciclo básico e preservação do clínico.
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Diretório Acadêmico Silva Mello
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