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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Editorial #2: Avanços e Desafios da Educação no Brasil
Postado na sexta-feira , 10-12 e atualizado no domingo 12-12, às 11:32
Brasil é o país que mais evoluiu na Educação Básica na última década, atrás apenas de Luxemburgo e Chile: resultados indicariam acertos nas políticas
públicas educacionais adotadas nos últimos anos
Congresso Nacional aprova Fundo Social do Pré-Sal, destinando 50% dos recursos à Educação, dos quais 80% à Educação infantil e básica
Ministério da Educação, após atingir recorde histórico
em 5% do PIB para Educação, defende 7%
A Educação no Brasil
O GOVERNO DO Presidente Lula destacou-se pelos investimentos por parte do Estado na Educação. A criação do FUNDEB - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação -, que multiplicou em 10 vezes os recursos destinados à Educação Básica, e programas como o Mais Educação, em que projetos esportivos e culturais são realizados nas escolas no contraturno letivo, ajudam a consolidar políticas públicas educacionais assertivas no País, muito embora, em termos constitucionais, a responsabilidade pela manutenção do Ensino Básico seja de estados e municípios. O Programa de Aquisição de Alimentos, que trabalha a compra direta de produtos da agricultura familiar para uso na alimentação escolar também é um aliado importante, que atua em duas vias: combate à desnutrição dos estudantes das regiões mais carentes com fortalecimento de um sistema de distribuição de merenda escolar e no amparo ao desenvolvimento da agricultura familiar.O Brasil também acaba de atingir a marca dos 5% do PIB para a Educação, recorde histórico. Através da lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008, o Governo Federal instituiu o Piso Nacional da Educação da Educação Básica, e ao mesmo tempo investiu em programas de formação inicial - em nossa Universidade, já era desenvolvido um projeto que ia de encontro à idéia, o Projeto Veredas - e continuada para professores. Poderiam ser citadas muitas outras iniciativas e programas, como o Programa Todos pela Alfabetização e a aprovação do fim da DRU- Desvinculação das Receitas da União - , que todo ano retirava cerca de R$ 10 bilhões da Educação brasileira, fato comemorado à época pela UNE.
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| Fernando Haddad - MEC |
Esta nova política de valorização da Educação na Nação pode ajudar a explicar os resultados positivos obtidos pelo Brasil no último Pisa - Programa Internacional de Avaliação dos Alunos. O Brasil foi um dos países que mais evoluiu na Educação na última década, ficando atrás apenas de Luxemburgo e Chile. A nota brasileira, 401 pontos, ainda está longe da média dos países desenvolvidos, 473, mas o ensino básico, depois de décadas de descaso e estagnação, começa a apresentar resultados de melhora.
"Na comparação com 2000, é gritante o avanço. É verdade que estávamos no fundo do poço. Mas as medidas estão repercutindo favoravelmente no resultado. A avaliação por escola (IDEB) foi importante" - destaca Fernando Haddad, Ministro da Educação. Segundo Haddad, recursos adicionais para a educação são imprescindíveis, mas não suficientes. “É preciso combinar mais recursos com mais gestão para obter o resultado.” O MEC defende que 7% do PIB - Produto Interno Bruto - sejam investidos diretamente em Educação.
O resultado dos alunos das escolas federais, 539 pontos, é superior à média de vários países desenvolvidos, como Japão (529), Canadá (527), Nova Zelândia (524), Austrália e Holanda (519), Suíça (517), Alemanha (510), Noruega e Reino Unido (500). A média dos alunos de escolas privadas foi 502 pontos e dos alunos de escolas públicas não-federais, 387.
>>Saiba aqui os resultados do exame internacional Pisa por estado
>>Veja a comparação com os resultados de outros países e evolução do País
>>Conheça as metas do movimento Todos Pela Educação:
O resultado dos alunos das escolas federais, 539 pontos, é superior à média de vários países desenvolvidos, como Japão (529), Canadá (527), Nova Zelândia (524), Austrália e Holanda (519), Suíça (517), Alemanha (510), Noruega e Reino Unido (500). A média dos alunos de escolas privadas foi 502 pontos e dos alunos de escolas públicas não-federais, 387.
>>Saiba aqui os resultados do exame internacional Pisa por estado
>>Veja a comparação com os resultados de outros países e evolução do País
>>Conheça as metas do movimento Todos Pela Educação:
O Petróleo Tem que Ser Nosso!
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Após quase 4 meses da assinatura do "Protocolo de Intenções", UFJF anuncia debate sobre Consórcio
"Aos integrantes do Conselho Superior.
De ordem do Magnífico Reitor da UFJF, convidamos V.Sa. a participar do
debate a respeito do Consórcio das Universidades Federais do Sul-Sudeste de
Minas Gerais que será realizado no dia 01/12/2010, quarta-feira, às 09:00
horas, no Anfiteatro “A” do ICB."
De ordem do Magnífico Reitor da UFJF, convidamos V.Sa. a participar do
debate a respeito do Consórcio das Universidades Federais do Sul-Sudeste de
Minas Gerais que será realizado no dia 01/12/2010, quarta-feira, às 09:00
horas, no Anfiteatro “A” do ICB."
ATRAVÉS DE E-MAIL ENVIADO aos Conselheiros do CONSU - Conselho Superior - da UFJF, a Secretaria-Geral da Reitoria comunicou-nos que haverá debate sobre o Consórcio Universitário no dia 1º de dezembro, esta quarta-feira, como se lê na transcrição literal acima, mensagem enviada aos titulares representantes do Diretório no CONSU - Conselho Superior da UFJF. A decisão sobre a realização de um debate amplo com a comunidade acadêmica foi solicitada pelo DCE na reunião do CONSU em que o projeto fora apresentado. O Diretório enfatizou a importância deste debate antes que o projeto seja submetido à apreciação e votação nas instâncias decisórias da UFJF, possibilitando-se assim que a comunidade universitária tome uma decisão mais acertada sobre que rumos a universidade deve tomar diante do atual momento vivenciado pela Educação Superior brasileira.
É o momento de promover uma intensa troca de ideias a respeito do tema! Acreditamos que os estudantes devem se posicionar de forma protagonizante neste processo, contribuindo para o verdadeiro debate democrático com suas contribuições. Lamentamos o fato de que, até agora, o processo venha correndo de forma pouco coletiva, motivo pelo qual vários DCE's das 7 universidades federais que expressaram desejo no PDI observaram, na ocasião da reunião que nós, de Outras Palavras convocamos, que as fontes principais de informações sobre o Consórcio eram obtidas através da mídia, e não de sua fonte idealizadora: as próprias instituições pressupostas como pró-Consórcio. Destacamos também que, desde a assinatura do "Protocolo de Intenções", firmado entre as 7 instituições, a 10 de agosto, nenhuma discussão foi fomentada na UFJF por parte da Administração Superior. Dada a importância do bojo de um projeto como este, era de se esperar mais participação e interesse no debate democrático de ideias na universidade. A nova gestão do DCE, tão logo assumiu, passou a tratar e a acompanhar o processo de perto, analisando os itens do documento, sugerindo alterações, chamando a atenção quanto à ausência de informações precisas, de participação.
Ademais, a situação de dúvida por parte do Reitor da UFOP, quando da participação ou não no Consórcio, segundo comentários proferidos durante a última reunião do CONGRAD, poderia eventualmente não contribuir para um entendimento pleno entre os possíveis sete gestores do projeto. Nós, da Gestão Outras Palavras, temos participado ativa e construtivamente nas discussões acerca da matéria. Faz parte de nossa plataforma - com que nos compromentemeos durante as Eleições e que nos fizeram vitoriosos - a participação e proposição de opiniões em espaços democráticos que venham fomentar a adoção de políticas públicas acertadas, do ponto de vista do Estado, em especial as educacionais: são nada mais que direitos a serem conquistados, defendidos e ampliados.
A proposta conta com o apoio do Ministério da Educação, que visualiza a concepção como uma proposta-piloto inovadora e em condições de projetar o grupo de instituições ao destaque internacional, contribuindo inclusive, de maneira significativa, para o incremento da posição ocupada pelo País no ranking mundial de produção científica, atualmente 13ª. Já há sinalizações de interesse por parte de universidades no Nordeste e no Sul do Brasil. Nas palavras do próprio PDI, Plano de Desenvolvimento Institucional do Consórcio:
"O Consórcio reunirá mais de 250 cursos de graduação, oferecerá mais de 13 mil vagas discentes e atenderá a mais de 43 mil alunos matriculados na graduação. Já na pós-graduação, oferecerá 121 programas e 175 cursos, sendo 2 com conceito máximo, 7, 5 com conceito 6 e ainda 15 com conceito 5, todos estes considerados de excelência, contando com mais de 5 mil alunos matriculados. Juntas, as sete Universidades do Sul/Sudeste de Minas Gerais apresentam mais de 50 citações na rede ISI" Web of Knowledge."
[PDI do Consórcio entre as universidades, pág. 2]
Defendemos a autonomia das universidades, no sentido em que cada instituição, devido, entre outros fatores, às especificidades históricas, regionais e vocacionais de cada autarquia federal, deve ter assegurados direitos, entre outros, sobre a decisão de criação de novos cursos. Seria produtivo elucidar também um critério de eventual partilha dos recursos adicionais vindos do MEC, bem como a garantia de representatividade discente no Conselho Executivo, não somente para nós, mas também para docentes e técnicos. A democracia nos assegura que o mais adequado seria um Conselho que, de fato, representasse um conjunto diverso de setores, que possam contribuir e trabalhar em de acordo com os interesses de sua classe representada. Na última reunião, a Conselheira técnica Maria dos Remédios inclusive destacou esta necessidade, assim como professores.
Desejamos que o processo venha a contribuir de forma decisiva com o momento vivido pela Educação Superior pública brasileira. Nos últimos anos, o substancial aumento dos investimentos em pesquisa, seja nas universidades federais, seja na qualificação profissional e ensino técnico, além dos pólos de pesquisa de ponta, com os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT's), hoje mais de 120 espalhados pela Nação, a criação de mais de duas centenas de escolas técnicas, a ampliação de programas como PROUNI e o REUNI - este que hoje possibilita a injeção massiva de recursos na UFJF, possibilitando infra-estrutura, modernização, contratação de docentes e técnicos - são apenas alguns dos exemplos mais emblemáticos do período rumo aos avanços.
Atentamos durante as Eleições para o fato de que o Diretório Central deve estar em sintonia com o momento vivido pela UFJF e pelo Brasil. Assim, as iniciativas que visem ao aperfeiçoamento da integração entre os diversos espaços de produção de pesquisa, ensino, cultura e extensão devem ser apoiadas, especialmente frente ao caráter cooperativo de propulsão das potencialidades regionais, com iniciativas que fortalecem a área estratégica de cada região, visando ao desenvolvimento regional, e que ao mesmo tempo socializem os projetos, e crie métodos multilaterais e alternativos para o sistema educacional. É preciso também que os esforços em política de permanência estudantil sejam consolidadas junto aos estudantes carentes em mobilidade. Apenas assim garantiremos condições seguras para que tal acadêmico possa dedicar-se aos estudos, projetos de pesquisa, extensão e cultura com aproveitamento a contento e participação viabilizada.
Agora é a hora de do debate intenso junto aos estudantes! Não perca o debate! Informe-se, questione, tire suas dúvidas, faça sugestões! O Consórcio deve contribuir, de fato, para o desenvolvimento de nossa região, a formação acadêmica plural e de excelência, a troca de experiências, a integração regional. A união de esforços para ampliar - e não reduzir - as possibilidades de diálogo, troca, construção coletiva de iniciativas e práticas no Ensino, na Pesquisa, na Extensão e Cultura na Educação Superior federal mineira.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Editorial #1: Por Dentro do Consórcio Universitário
| Página do Consórcio na internet |
“Em reunião em Brasília, dia 19 de julho de 2010, os reitores das universidades federais de Alfenas, Itajubá, Juiz de Fora, Lavras, São João Del Rei e Ouro Preto reuniram-se com o ministro Fernando Haddad, a secretária da SESu, Maria Paula, o secretário executivo do MEC, Henrique Paim, e o presidente da Capes Jorge Guimarães para discutir a proposta de criação de um consórcio das instituições federais de ensino superior localizadas nas regiões sul-sudeste de Minas Gerais.”
Leia aqui “A história” da construção do
projeto, no site do Consórcio
ESTAMOS ACOMPANHANDO o processo de elaboração e de discussões sobre o Consórcio Universitário, iniciativa que está sendo articulada entre as 7 universidades federais das regiões Sul e Sudeste de Minas e que pretende, de acordo com o PDI – Plano De Desenvolvimento Institucional – que está sendo elaborado entre as instituições, incentivar a mobilidade acadêmica entre estudantes, planos comuns de gestão de pessoas, fomentar parcerias em projetos, entre outros. As verbas viriam de um recurso extra do Ministério da Educação, e não comprometeriam os orçamentos individuais das UF’s. Além disso, o texto do Plano observa que a autonomia universitária será mantida e que a adesão ao possível Consórcio não implicaria em única entidade autárquica federal.
| DCE e lideranças estudantis mineiras |
O DCE da UFJF convocou reunião entre os DCE’s das outras seis universidades visando conhecer a realidade de cada uma destas universidades e como o Consórcio deveria impactá-las, em que pontos o Plano avança, quais os pontos sob os quais permeiam dúvidas, e construir uma rede articulada entre as entidades, para que o acompanhamento das discussões e notícias sobre o avanço da proposta pudessem ser socializadas entre os líderes estudantis.
| "DCE Debate", 30/09/2010 |
Na penúltima reunião do Conselho - em que foi-nos apresentada formalmente a ideia - aprovamos conjuntamente uma agenda de discussões, que deveria ser conduzida, naturalmente, antes da votação da matéria no Conselho. Em nota enviada aos Conselheiros via correio eletrônico, no dia 11/11, a Secretaria-Geral da Reitoria informou que o debate geral, pré-marcado para ocorrer na semana passada, foi adiado devido à impossibilidade da presença do Prof. Dr. Luiz Cláudio Costa, Reitor da UFV – Universidade Federal de Viçosa – e diretor do Consórcio. Nesta reunião, a base legal também foi apresentada, com a inclusão do artigo 54-A na Lei que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
| "DCE Debate", 30/09/2010 |
O Diretório, quão antes seja informado, comunicará oficialmente aos estudantes, Centros e Diretórios Acadêmicos a respeito do debate. Queremos um projeto construído com a participação dos acadêmicos, pois o foco desta ideia deve atender ao fortalecimento do tripé ensino-pesquisa-extensão, à garantia e aprofundamento das políticas de Assistência Estudantil e da complementariedade e riqueza dos currículos estudantis com a diversificação alcançada pela mobilidade. Estamos atentos a esta discussão, pois queremos que o projeto beneficie a todos, especialmente aos alunos das universidades consorciadas.
>>Informações oficiais sobre o Consórcio:
http://www.consorcioifes.ufv.br/
sábado, 13 de novembro de 2010
O Poder da Diversidade
Primeira Semana de Diversidade Sexual da UFJF e Seminário de Encerramento do Projeto "Educação sem Homofobia"
TOMADO COMO FRUTO do projeto “Educação sem Homofobia”, desenvolvido pelo Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT (NUH) da Universidade Federal de Minas Gerais, na qual, em Juiz de Fora, a iniciativa é coordenada por Juliana Perucchi em parceria com o Movimento Gay de Minas (MGM), a Universidade Federal de Juiz de Fora e a Secretaria Municipal de Educação, ocorreu, no Instituto de Ciências Humanas da UFJF, a Primeira Semana de Diversidade Sexual da UFJF e Seminário de Encerramento do projeto “Educação sem Homofobia”, entre os dias 27 e 30 de outubro, tendo o patrocínio da Secretaria de Educação Continuada, alfabetização e diversidade (Secad) do MEC. Contando com palestras, exibição de vídeos, oficinas, relato de projetos, debates, rodas de conversas e uma bela festa de encerramento, o evento veio trazer à tona um questionamento forte e do nosso cotidiano: a luta pela igualdade.
Regido pelo espírito do questionamento e com uma excelente organização, o evento demonstrou-se seguro em sua proposta primordial que é justamente o debate em cima do conceito de liberdade de expressão e, por que não, de igualdade social. O evento conseguiu ser atrativo e trazer de volta os verdadeiros pilares da “justiça” dentro das mentes de seus participantes. Em nenhum momento percebeu-se ausência de respeito por pessoas do Movimento, o que satisfaz a todos nós não só como estudantes, mas também como pessoas, afinal, estes são novos tempos: tempos de reerguer dos erros passados e construir uma nova e justa sociedade. Graças ao espírito deste projeto, podemos dizer que as pessoas realmente podem modificar velhos conceitos.
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