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sexta-feira, 25 de março de 2011

Jornada de Lutas da UNE é entregue à Presidência em Brasília



A última quinta-feira (24) foi marcada pelo grande passo que a tradicional Jornada de Lutas, promovida pela União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), conquistou. 

A presidente Dilma Rousseff recebeu, no Palácio do Planalto, uma comissão de 20 estudantes universitários e secundaristas para entregar a pauta que defende incondicionalmente que 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e 50% dos recursos do fundo social do Pré-sal sejam destinados para a educação.

Recepção no Palácio do Planalto
Sob liderança dos presidentes da UNE, Augusto Chagas, e da UBES, Yann Evanovick, o grupo de estudantes, que contou com a presença do presidente da UEE-SP, Carlos Siqueira, e do presidente da UPS, Tarciso Boaventura, foi recebido, num primeiro momento, pelo secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e em seguida todos se reuniram com a presidente Dilma, acompanhada do ministro da Educação, Fernando Haddad.

 A audiência com a comissão não estava na agenda da presidente, mas os estudantes foram recebidos após a cerimônia de assinatura de convênios para construção de creches no país. Durante a conversa, os estudantes solicitaram que as conquistas obtidas no Congresso não sejam vetadas em decorrência da ortodoxia na política econômica atual, com o corte de 50 bi que atingiu o financiamento das universidades.

Bandeira das entidades no ar
Augusto Chagas deixou claro, durante o encontro, que não há como melhorar as universidades e as escolas se não houver investimento em educação. "A presidente Dilma foi muito solícita em nos receber sem nem mesmo marcar horário. Nós apresentamos uma emenda ao PNE (Plano Nacional de Educação) para que sejam destinados 10% do PIB para a educação. Os 7% que estão na proposta do governo, a presidente Dilma já se comprometeu a atingir até 2014. Em nossa opinião, é possível atingir os 10% nos próximos dez anos”.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Editorial #2: Avanços e Desafios da Educação no Brasil

Postado na sexta-feira , 10-12 e atualizado no domingo 12-12, às 11:32

Brasil é o país que mais evoluiu na Educação Básica na última década, atrás apenas de Luxemburgo e Chile: resultados indicariam acertos nas políticas 
públicas educacionais adotadas nos últimos anos

Congresso Nacional aprova Fundo Social do Pré-Sal, destinando 50% dos recursos à Educação, dos quais 80% à Educação infantil e básica

Ministério da Educação, após atingir recorde histórico 
 em 5% do PIB  para Educação, defende 7%

A Educação no Brasil

O GOVERNO DO Presidente Lula destacou-se pelos investimentos por parte do Estado na Educação. A criação do FUNDEBFundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação -, que multiplicou em 10 vezes os recursos destinados à Educação Básica, e programas como o Mais Educação, em que projetos esportivos e culturais são realizados nas escolas no contraturno letivo, ajudam a consolidar políticas públicas educacionais assertivas no País, muito embora, em termos constitucionais,  a responsabilidade pela manutenção do Ensino Básico seja de estados e municípios. O Programa de Aquisição de Alimentos, que trabalha a compra direta de produtos da agricultura familiar para uso na alimentação escolar também é um aliado importante, que atua em duas vias: combate à desnutrição dos estudantes das regiões mais carentes com fortalecimento de um sistema de distribuição de merenda escolar e no amparo ao desenvolvimento da agricultura familiar.

O Brasil também acaba de atingir a marca dos 5% do PIB para a Educação, recorde histórico. Através da lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008, o Governo Federal instituiu o Piso Nacional da Educação da Educação Básica, e ao mesmo tempo investiu em programas de formação inicial  - em nossa Universidade, já era desenvolvido um projeto que ia de encontro à idéia, o Projeto Veredas - e continuada para professores. Poderiam ser citadas muitas outras iniciativas e programas, como o Programa Todos pela Alfabetização e a aprovação do fim da DRU- Desvinculação das Receitas da União - , que todo ano retirava cerca de R$ 10 bilhões da Educação brasileira, fato comemorado à época pela UNE.

Fernando Haddad - MEC
Esta nova política de valorização da Educação na Nação pode ajudar a explicar os resultados positivos obtidos pelo Brasil no último Pisa - Programa Internacional de Avaliação dos Alunos. O Brasil foi um dos países que mais evoluiu na Educação na última década, ficando atrás apenas de Luxemburgo e Chile. A nota brasileira, 401 pontos, ainda está longe da média dos países desenvolvidos, 473, mas o ensino básico, depois de décadas de descaso e estagnação, começa a apresentar resultados de melhora. 

"Na comparação com 2000, é gritante o avanço. É verdade que estávamos no fundo do poço. Mas as medidas estão repercutindo favoravelmente no resultado. A avaliação por escola (IDEB) foi importante" - destaca Fernando Haddad, Ministro da Educação. Segundo Haddad, recursos adicionais para a educação são imprescindíveis, mas não suficientes. “É preciso combinar mais recursos com mais gestão para obter o resultado.” O MEC defende que 7% do PIB - Produto Interno Bruto -  sejam investidos diretamente em Educação.
                                                                                                                                                                   O resultado dos alunos das escolas federais, 539 pontos, é superior à média de vários países desenvolvidos, como Japão (529), Canadá (527), Nova Zelândia (524), Austrália e Holanda (519), Suíça (517), Alemanha (510), Noruega e Reino Unido (500). A média dos alunos de escolas privadas foi 502 pontos e dos alunos de escolas públicas não-federais, 387.
                                                                                                                                                       >>Saiba aqui os resultados do exame internacional Pisa por estado
>>Veja a comparação com os resultados de outros países e evolução do País
>>Conheça as metas do movimento Todos Pela Educação:



O Petróleo Tem que Ser Nosso!

Em setembro de 2009 a UNE lançou a campanha que ganhou corações e mentes em território nacional e conseguiu unificar uma pauta de mobilização de todo o movimento educacional. O tema era “50% do Fundo social do Pré-Sal para educação e por um novo marco regulatório do petróleo com monopólio estatal”.