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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Cursos de verão: mais uma opção nas férias

DURANTE O PERÍODO de férias, várias Instituições de Ensino Superior (IES) disponibilizam opções de cursos de verão. Em meio a descanso, viagens e festas, há para os estudantes a oportunidade de se aperfeiçoarem sobre temas diversos. São cursos de extensão, de curta duração, e as alternativas abrangem várias áreas e custos diversificados. É uma ótima oportunidade para aqueles que buscam determinado tema ou ênfase em um assunto que não é tão abordado em sua IES de origem, ou não oferecido por ela nesta modalidade de aprendizagem.


A troca de vivências em uma outra instituição também pode render pontos positivos no currículo e servir como uma experiência enriquecedora para aqueles que também têm programas de pós-graduação em vista. Abaixo, uma lista de universidades que oferecem cursos de verão nestas férias [links apontam para maiores detalhes]:

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

CRI divulga lista de aprovados no processo seletivo de Intercâmbio

A COORDENAÇÃO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS da UFJF divlugou a lista de classificados na primeira etapa do processo seletivo para o intercâmbio internacional para seus alunos de graduação. A relação dos aprovados e excedentes pode ser acessada aqui.

A UFJF ofereceu neste edital 150 vagas, sendo 31 com bolsas, em universidades de dez países. Vinte das 31 bolsas são custeadas pela UFJF e têm o valor de R$ 8 mil cada. Os alunos iniciam o intercâmbio no segundo semestre de 2011. Os candidatos devem entregar o Termo de Compromisso (anexo II do Edital), devidamente assinado e preenchido, na CAT, Central de Atendimento da universidade, localizada no prédio da Reitoria, no Campus, até dia 1º de dezembro, quarta-feira. Os candidatos excedentes poderão se candidatar às eventuais vagas ociosas. 

A CRI realizará reuniões com os alunos selecionados que confirmarem sua intenção de estudo, neste ano e também em 2011, portanto, fiquem atentos às convocações. De acordo com a Diretoria de Comunicação da UFJF, eles também terão que apresentar, até o dia 30 de maio de 2011, certificado de proficiência em língua estrangeira, para serem considerados aptos a participar do processo. Atualmente, a UFJF possui convênio com universidades de dez países: Alemanha, Argentina, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos da América, França, Itália, Japão e Portugal.

>>Mais informações: www.ufjf.br/cri

Após adaptação à nova lei de estágios no País, oferta volta a crescer

 "A gente tem que comemorar. As empresas têm incentivos fiscais 
e a lei deixa claro que estágio não é trabalho, é educação. E indica que não 
cria vínculos empregatícios, ou seja, as regras estão mais claras na lei. 
As empresas se adaptaram e as vagas voltaram a crescer"

Seme Arone Junior, presidente da Associação Brasileira de Estágios

A Lei 11.788, de 25 de setembro de 2008, regulamentou o estágio profissional e trouxe mudanças, como a limitação da carga horária dos estudantes, direito ao vale-transporte e recesso remunerado (férias) de 30 dias.  
 
Seme Arone Junior destaca que a nova legislação trouxe mais benefícios, do que prejuízos, apesar de uma inicial queda da oferta de vagas. “A gente tem que comemorar. As empresas têm incentivos fiscais e a lei deixa claro que estágio não é trabalho, é educação. E indica que não cria vínculos empregatícios, ou seja, as regras estão mais claras na lei. As empresas se adaptaram e as vagas voltaram a crescer.”

O presidente da Abres afirma que o país tem hoje 900 mil estagiários e a projeção é terminar o ano com aproximadamente 1 milhão, dado próximo ao que se tinha em 2007. Em 2008, o país tinha 1,1 milhão de estagiários. No ano seguinte, o número foi 900 mil, uma redução de 18%. A crise financeira internacional, além da lei do estágio, também pesou no resultado.

De acordo com Eduardo de Oliveira, superintendente de operações do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), houve recuo na oferta desde 2008, impactado pela crise internacional: “No primeiro instante, houve retração na oferta de vagas. Além disso, passamos por uma crise econômica. Precisamos de dois anos para recuperar o patamar de 2008, mas o cenário já é o mesmo de antes da lei”.
 
O superintendente do CIEE destaca como positiva a necessidade de prestação de informações sobre o estudante. “A lei trouxe mais segurança na relação escola e empresa. Os estagiários têm assegurados direitos importantes e as regras para as empresas estão mais claras. Com a obrigatoriedade de relatórios periódicos da avaliação do estágio, por exemplo, a relação está mais bem documentada”, analisou Oliveira. 

Segundo Oliveira, são 500 mil estudantes com estágio via CIEE, com uma média de mil novos contratos por dia, em média. “Esses números são os mesmos de dois anos atrás, mas a tendência agora é de crescimento. A economia está em um bom momento e 2011 deve ser bom para os estágios”, analisou.

Algumas das mudanças

Estágio não obrigatório
A lei prevê bolsa-auxílio e vale-transporte também para os casos de estágio não obrigatório.

Empregador
Poderão oferecer estágios empresas privadas, órgãos da administração pública direta, autarquias e fundações de todas as esferas e poderes, além de profissionais liberais de nível superior devidamente registrados em seus respectivos conselhos de fiscalização profissional.
Limite de estagiários
O texto  estipula o número máximo de estagiários em relação ao quadro de funcionários das empresas ou entidades que oferecem o estágio. Se a empresa tem de um a cinco empregados, o máximo é de um estagiário; de seis a dez funcionários, até dois estagiários; de 11 a 25 empregados, até cinco estagiários; e acima de 25 funcionários, até 20% de estagiários.

Carga horária
A lei estabelece jornada máxima de seis horas diárias e 30 horas semanais para os estudantes de ensino superior, educação profissional e ensino médio. No caso de estudantes de educação especial e dos anos finais do ensino fundamental (na modalidade de educação de jovens e adultos), a carga horária máxima é de quatro horas diárias e 20 horas semanais.

Opinião dos empregadores
 
As entidades apontam que um ponto positivo da lei foi a garantia de maior segurança para as empresas. “Houve aumento da segurança jurídica para as empresas e houve uma melhoria na qualidade do estágio”, destacou
Carlos Henrique Mencaci, presidente do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube).

Ele indica que a limitação da carga horária foi um dos problemas verificados pelas empresas. “A empresa prefere efetivo com experiência. Você treina uma pessoa que não fica o tempo todo lá. Em muitos aspectos, limita a utilização do estagiário.”

O CIEE defende discussão sobre flexibilizar carga horária, limitada em seis horas diárias e 30 semanais. O superintendente defende que haja discussão sobre a flexibilização da carga horária, limitada em seis horas diárias e 30 semanais, poderia melhorar a relação entre empresas e escolas.

“Algumas instituições de ensino poderiam negociar cargas horárias maiores, de acordo com a carga de aulas do estudante no semestre, desde que não interfira no desempenho do aluno. Talvez quem não tem uma carga de aulas muito grande possa trabalhar oito horas por dia, por exemplo. Uma negociação mais aberta entre instituição de ensino, estudante e empresa seria interessante”, sugere.

Adaptado de G1