Páginas

terça-feira, 22 de março de 2011

Recepção dos Calouros nos Dias de Matrícula

 
NOS DIAS 15 E 16 de março os novos acadêmicos da UFJF foram recepcionados pelo Diretório Central durante a matrícula dos calouros. Foram entregues os Manuais do Calouro e as canecas para uso no Restaurante Universitário, além da prestação  de esclarecimentos sobre as dúvidas dos novatos, que ingressam agora em nossa Universidade. 

Os Manuais trazem informações e orientações sobre o dia-a-dia na instituição, utilização dos recursos acadêmicos, horários de linhas de ônibus, dicas, conscientização ambiental, o movimento estudantil e sua importância, entre diversos outros temas, e visam apresentar este novo universo aos estudantes que agora desembarcam em nossa UFJF. Se você é calouro e ainda não tem o seu, basta apresentar seu comprovante de matrícula e retirar na sede do Diretório, localizado em frente à Reitoria e ao lado do SINTUFEJUF.

Neste ano, a inicitaiva de distribuição das canecas reutilizáveis visa contribuir para a redução no uso dos copos descartáveis no RU. Todos os dias milhares de unidades são utilizadas nos dois Restaurantes e o DCE, atento a isto, decidiu pôr em prática esta idéia.

As atividades da Calourada 2011 serão divulgadas em breve e têm por objetivo apresentar aos novos estudantes as oportunidades que o Ensino Superior oferece, além de servir como um importante isnstrumento de integração e descobrimento do ambiente universitário. A programação abrange atividades diversas como debates, palestras e atividades culturais.

O Diretório Central deseja a todos e todas um excelente início de ano letivo, e que calouros e veteranos aproveitem ao máximo todas as possibilidades de desenvolvimento que a Universidade oferece. Estamos à disposição para auxiliá-los em suas dúvidas e questionamentos, e esperamos que os próximos anos sejam, de fato, a melhor época de suas vidas!

Bem-vindos!

>>Veja todas as fotos em nossa página no Orkut: DCE UFJF ou em nossa página do Flickr, com o mesmo nome!

sábado, 19 de março de 2011

Nota de repúdio: proibição da Rave Goa

O DIRETÓRIO CENTRAL dos Estudantes da UFJF vem a público repudiar a proibição da realização de uma festa rave que ocorreria em Juiz de Fora, neste sábado, dia 19 de março.

Esta proibição atinge um grande público que procura diversão e lazer, tratado de forma equivocada e generalizada como usuário de drogas.

Acreditamos que essa proibição não contribui em nada para o bem estar da juventude, nem para a instituição de uma cultura democrática, muito menos para o debate sobre as drogas.

Defendemos que é papel do poder público estimular um debate franco e aberto, através da conscientização e da educação, sem reprimir as manifestações culturais, sejam elas de qualquer natureza.

A juventude tem direito a se expressar e se divertir. Cabe aos órgãos competentes a fiscalização e garantia da integridade de todos nós. Caso contrário estarão criminalizando e marginalizando manifestações legítimas da cultura juvenil.


Ato Unificado em defesa da Educação e da Cultura
às 11h no dia 23/03/2011, quarta-feira, no Calçadão em frente à Agência do Banco do Brasil


Da proibição de festas e outras formas de criminalizar a juventude



MAIS UMA VEZ assistimos a um velho filme em Juiz de Fora. A prefeitura, sob o argumento de um parecer judicial, resolve impedir a realização de uma festa rave neste sábado na cidade.

Antes de qualquer coisa, deixo claro que conheço esse tipo de festa de perto, apesar de não ser um frequentador delas.

Chamo de velho filme por que pouco tempo atrás vimos a proibição de bailes funk no centro da cidade justificadas pela possível violência que as festas poderiam trazer. As raves seriam antros de drogas, e os bailes de violência.

Muitas proibições aconteceram, muita água passou por baixo da ponte e nada mudou. É óbvio que essas medidas nunca surtiram efeito.

A prefeitura de Juiz de Fora foi rápida no gatilho para proibir a festa. Mas tem sido bem lenta na promoção de políticas públicas que possam ajudar na conscientização e no combate às drogas. Estou errado? Alguém conhece um projeto efetivo na cidade com esse tema? Alguma parceria entre justiça e Ministério Público? Se houver, ficarei feliz em ser corrigido.

O que acontece é que infelizmente existe um caminho, com o perdão da palavra, preguiçoso, sempre utilizado. É mais fácil proibir do que compreender o que de fato representam essas festas. É muito mais cômodo a repressão do que a fiscalização e a proteção aos jovens que na sua maioria esmagadora, vão nessas festas para se divertir. Ou será que já esquecemos que lazer é um direito fundamental da juventude?

No ano passado, pessoas foram presas portando drogas na estrada que dava acesso à festa. Parabéns à PM, que fez seu trabalho. É isso que esperamos da polícia. Porém isso não pode servir como justificativa para a proibição da festa. Quantas vezes, torcedores de futebol não são detidos antes de ir ao estádio com armas e similares? Vamos proibir o futebol por causa disso? Não existe o consumo de drogas em outros espaços?

Lamento crer que isso ocorre, fundamentalmente pelo fato de que o poder público não conhece a juventude e seus anseios. E como a juventude muitas vezes não representa um grupo forte e organizado de poder, acaba se tornando vítima de arbitrariedades.

Esperamos que haja mobilização para tirar esse debate dessas trevas, de preconceito e desinformação, para que a juventude possa ter seu direito pleno de se divertir, nos espaços que escolhe.
Por: Tiago Rattes de Andrade